INCLUSÃO ESCOLAR E PROGRESSÃO CONTINUADA: OS LIMITES JURÍDICOS DA EFETIVIDADE DO DIREITO FUNDAMENTAL À EDUCAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Palavras-chave:
Educação inclusiva, Progressão continuada, Direito à educação, Pessoa com deficiência, Equidade, Qualidade do ensinoResumo
O presente artigo analisa a progressão continuada e a promoção automática de alunos com deficiência no contexto da educação inclusiva brasileira, sob a perspectiva do direito fundamental ao ensino de qualidade. Partindo do arcabouço constitucional, dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e da legislação infraconstitucional, investiga-se se a progressão desvinculada da verificação do desenvolvimento educacional efetivo, considerado à luz das reais possibilidades do educando, atende ao conteúdo material do direito à educação inclusiva ou se limita a uma inclusão meramente formal. A pesquisa adota abordagem jurídico-crítica, examinando os impactos pedagógicos, institucionais e sociais da aplicação indiscriminada da progressão continuada, marcada pela fragilidade dos mecanismos de avaliação e fiscalização e pela insuficiência de critérios estruturados de promoção da equidade. Conclui-se que a inclusão escolar, quando reduzida à matrícula e à permanência administrativa, esvazia sua finalidade constitucional, compromete a aprendizagem e perpetua desigualdades estruturais, exigindo revisão crítica do modelo adotado à luz do princípio da qualidade do ensino e da proteção integral da pessoa com deficiência.
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