A IN (EXISTÊNCIA) DO RACISMO ALGORÍTMICO

Uma Análise Estrutural

Autores

  • Edson da Silva e Souza Junior
  • Rayssa de Souza Gargano
  • André Lucas Francisco Pereira
  • Larissa Moraes Caldeira
  • Rafaeli Vitoria Matos de Castilho
  • Yasmim de Menezes de Lacerda

Palavras-chave:

RACISMO, COMPAS, RECONHECIMENTO DE PESSOAS, ALGORITMO, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Resumo

O presente artigo tem como objetivo examinar o fenômeno do racismo algorítmico e demonstrar como os sistemas de inteligência artificial (IA), alimentados por dados históricos de desigualdades raciais, acabam por reproduzir o racismo estrutural em instituições sociais, em especial no sistema de justiça criminal brasileiro.
A partir da Teoria do Etiquetamento, o artigo demonstra que o crime é o resultado de um processo de rotulação seletiva, frequentemente influenciado por fatores raciais. O uso do reconhecimento fotográfico no Brasil e o sistema COMPAS nos Estados Unidos evidencia os preconceitos raciais inerentes às decisões judiciais automatizadas que ameaçam a Dignidade da Pessoa Humana. Casos específicos, como prisões injustificadas com base em reconhecimento fotográfico no Brasil e decisões baseadas em IA nos Estados Unidos, demonstram como esses sistemas falham, particularmente quando se trata de pessoas negras. A metodologia deste trabalho fundamenta-se na revisão bibliográfica e documental, com enfoque em análises exploratórias de fontes acadêmicas, normativas e jurisprudenciais que abordam o fenômeno do racismo algorítmico no sistema de justiça. Foram examinados estudos teóricos, como os que tratam do impacto da Teoria do Etiquetamento e da criminologia positivista, bem como relatórios institucionais e resoluções normativas relevantes, incluindo a Resolução n.º615/2025 do CNJ e o Manual de Procedimentos de Reconhecimento de Pessoas. O trabalho também se valeu de estudos de caso envolvendo o uso prático de sistemas de inteligência artificial no Brasil e nos Estados Unidos, como o COMPAS, que levanta debates sobre viés racial e opacidade algorítmica. A pesquisa utilizou dados secundários para mapear as implicações das tecnologias de IA no contexto jurídico, avaliando a interação entre inovação tecnológica, discriminação estrutural e os princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana.

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Biografia do Autor

Edson da Silva e Souza Junior

Prof. Edson Souza Júnior. Advogado criminalista. Mestre em Direito Público. Pesquisador da UFF. Preceptor da Prática Criminal do NPJ da Unigranrio Afya Nova Iguaçu. Autor de “Reconhecimento fotográfico racista”. Presidente da Comissão Especial de Estudo e Combate aos Erros Judiciais, da OAB-RJ 1ª Subseção.

Rayssa de Souza Gargano

Profª. Me. Rayssa Gargano (Mestre em direito pela Universidade Católica de Petrópolis (Prosup/Capes), especialista em Direito Processual Civil pelo Instituto Universitário Cândido Mendes, professora e pesquisadora na área de precedentes e Inteligência Artificial. Advogada Sócia no escritório Gargano Santos. Presidente da Comissão Especial de Mentoria Jurídica da OAB/RJ - 1 Subseção de Nova Iguaçu e Coordenadora de Prerrogativas em Combate às Fraudes Contra a Advocacia. Pesquisadora do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Administração de Conflitos (GIPAC/UCP-CNPq) e Observatório das reformas processuais destinadas à solução de demandas seriais e ações coletivas. Coordenadora Jurídica da secretaria da mulher de Nova Iguaçu. Preceptora Cível da Universidade Unigranrio Afya. Professora do CEPEP/UERJ na área de inteligência artificial.

André Lucas Francisco Pereira

Graduando em Direito. Membro da comissão Especial de Mentoria e Membro da Comissão Especial de Estudo e Combate aos Erros Judiciais.

Larissa Moraes Caldeira

Graduanda em Direito. Membro da comissão Especial de Mentoria e Membro da Comissão Especial de Estudo e Combate aos Erros Judiciais.

Rafaeli Vitoria Matos de Castilho

Graduanda em Direito. Membro da comissão Especial de Mentoria e Membro da Comissão Especial de Estudo e Combate aos Erros Judiciais.

Yasmim de Menezes de Lacerda

Graduanda em Direito. Membro da comissão Especial de Mentoria e Membro da Comissão Especial de Estudo e Combate aos Erros Judiciais.

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Publicado

20.07.2026

Como Citar

OAB-RJ, R., OAB-RJ, R., OAB-RJ, R., OAB-RJ, R., OAB-RJ, R., & OAB-RJ, R. (2026). A IN (EXISTÊNCIA) DO RACISMO ALGORÍTMICO: Uma Análise Estrutural. Revista Eletrônica Da OAB-RJ. Recuperado de https://revistaeletronicaoabrj.emnuvens.com.br/revista/article/view/930